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	<title>Filipe Liepkan</title>
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	<description>&#34;Quod ubique, quod semper, quod ab omnibus creditum est&#34;; aquilo que todos, em toda parte, sempre acreditaram.</description>
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		<title>Filipe Liepkan</title>
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		<title>Auto-suficiência</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 14:56:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Liepkan</dc:creator>
				<category><![CDATA[René Girard transcrito]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Moeda]]></category>
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		<category><![CDATA[René Girard]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo Calasso, os espaço religioso &#8211; o templo &#8211; é o espaço em torno do qual o sistema de trocas começou. É verdade. As moedas mais antigas foram encontradas nas proximidades de templos e lugares sagrados, precisamente porque eram utilizadas &#8230; <a href="http://liepkan.wordpress.com/2012/01/19/auto-suficiencia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4993&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>Segundo Calasso, os espaço religioso &#8211; o templo &#8211; é o espaço em torno do qual o sistema de trocas começou.</em></p>
<p style="text-align:justify;">É verdade. As moedas mais antigas foram encontradas nas proximidades de templos e lugares sagrados, precisamente porque eram utilizadas na compra de animais a serem sacrificados. O comércio estrangeiro era de fato uma oferenda ao que vinha de fora, ao estrangeiro: punha-se a oferenda do lado de fora para apaziguar o deus estrangeiro, o inimigo que estava lá fora era visto como possível ameaça. Então, em troca, punha-se uma outra coisa, eis a origem do processo. Não tenho dúvida de que a troca teve uma origem religiosa e concordo com Calasso nesse ponto. Até etimologicamente a palavra &#8220;moneta&#8221; está ligada ao deus que ficava na vizinha do prédio.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Nesse processo de troca, a esfera econômica substituiu a religião como uma nova forma de totalidade?</em></p>
<p style="text-align:justify;">Em nossa sociedade, o econômico de fato substituiu inteiramente o religioso. A basílica romana era um local de negócios, transformado pelos cristãos em espaço religioso. Não quiseram transferir-se para um templo pagão, mas tomaram um local civil normalmente utilizado para negócios. Não havia hostilidade entre vida econômica e religião. Na Alta Idade Média, o Cristianismo sem dúvida era contra a usura e a ganância. Mas recordemos a atitude de Paulo, por expressar mais ou menos com as seguintes palavras: &#8220;Sabeis perfeitamente o que deveis fazer para nos imitar. Não temos vivido entre vós desregradamente, nem temos comido de graça o pão de ninguém; mas, com trabalho e fadiga, labutamos noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós. Não porque não tivéssemos direito para isso, mas foi para vos oferecer em nós mesmos um exemplo a imitar&#8221; (II Tess. 3, 7-9). Ao mostrar a importância atribuída à auto-suficiência, essa atitude evidencia um ponto relevante da relação entre Cristianismo e economia.</p>
<p style="text-align:right;">René Girard em <em>Um longo argumento do princípio ao fim</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/liepkan.wordpress.com/4993/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/liepkan.wordpress.com/4993/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/liepkan.wordpress.com/4993/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/liepkan.wordpress.com/4993/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/liepkan.wordpress.com/4993/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/liepkan.wordpress.com/4993/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/liepkan.wordpress.com/4993/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/liepkan.wordpress.com/4993/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/liepkan.wordpress.com/4993/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/liepkan.wordpress.com/4993/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/liepkan.wordpress.com/4993/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/liepkan.wordpress.com/4993/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/liepkan.wordpress.com/4993/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/liepkan.wordpress.com/4993/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4993&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Filipe Liepkan</media:title>
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		<title>O que diz o fundador do Greenpeace?</title>
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		<comments>http://liepkan.wordpress.com/2012/01/06/o-que-diz-o-fundador-do-greenpeace/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 19:26:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Liepkan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Greenpeace]]></category>

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		<description><![CDATA[Daqui. Recentemente, você escreveu: &#8220;Fico triste em ver os ativistas ecológicos se equivocando tanto, com informações e prioridades tão erradas&#8221;. De fato, às vezes ongs ambientalistas são acusadas de agir politicamente, ignorando a ciência. O que aconteceu? Na década de &#8230; <a href="http://liepkan.wordpress.com/2012/01/06/o-que-diz-o-fundador-do-greenpeace/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4972&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_249232.shtml?func=1&amp;pag=1&amp;fnt=9pt">Daqui</a>.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><strong>Recentemente, você escreveu: &#8220;Fico triste em ver os ativistas ecológicos se equivocando tanto, com informações e prioridades tão erradas&#8221;. De fato, às vezes ongs ambientalistas são acusadas de agir politicamente, ignorando a ciência. O que aconteceu?</strong></p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">Na década de 1980, o movimento ambiental começou a ficar mais extremista. E existem dois motivos para isso. Primeiro, naquela época a maioria das pessoas já aceitava as nossas propostas (dos ecologistas). Então, a única forma de continuar &#8220;do contra&#8221;, questionando o establishment, era adotar posições mais e mais extremas &#8211; eventualmente abandonando a ciência e a lógica. O outro motivo foi o fim do comunismo. Muitos ativistas políticos de esquerda migraram para o movimento ambientalista. Eles aprenderam a usar termos &#8220;verdes&#8221; para defender seus projetos &#8211; que têm muito mais a ver com anticapitalismo do que com ecologia. Em 1985, eu era o único diretor do Greenpeace com formação científica, um mestrado em ecologia. Os meus colegas não respeitavam isso e diziam: &#8220;Somos todos ecologistas&#8221;.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><strong>Aí você resolveu sair.</strong></p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">Eu estava cansado de ser contra tudo, queria achar soluções para as coisas. Em 1982, ouvi pela primeira vez o termo desenvolvimento sustentável e percebi que esse era o desafio: incorporar ao dia-a-dia os valores ecológicos. Mas o Greenpeace não estava interessado. Defendi, por exemplo, o cultivo de peixes como alternativa à pesca indiscriminada. Eles não concordaram. Além disso, na época o Greenpeace queria banir o uso de cloro. Eu disse que a água clorada era o maior avanço na história da saúde pública. Eles não se importaram e iniciaram uma campanha contra o cloro que dura até hoje. Eu não podia continuar numa organização assim.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><strong>E hoje? Como você vê o Greenpeace?</strong></p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">O Greepeace influencia muito as políticas públicas. Mas está fazendo mais mal do que bem. Suas campanhas contra alimentos transgênicos, energia nuclear, cloro, criação de peixes em cativeiro e exploração florestal são todas baseadas em medo e desinformação. Eles dizem que querem reduzir o consumo de combustíveis fósseis &#8211; mas aí se opõem às principais alternativas, que são a energia nuclear e a hidrelétrica. Eles falam como se fosse possível resolver tudo com energia solar e eólica &#8211; o que é claramente impossível.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><strong>Você costuma ser acusado de trair o movimento ecológico, de se vender ao inimigo porque hoje dá consultoria a empresas, inclusive da área nuclear. Você virou a casaca?</strong></p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">Eu não mudei de lado, pois sempre acreditei que nós precisamos equilibrar as necessidades das pessoas com a proteção do ambiente. O que há de errado em ajudar a indústria a vencer desafios ambientais? Afinal é ela, com seus produtos e serviços, que torna a vida civilizada possível. Al Gore e os líderes do Greenpeace vivem com todos os confortos modernos, mas querem que nós voltemos a uma espécie de era pré-industrial.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><strong>O aquecimento global é o tema ambiental que mais mobiliza a atenção do público hoje. Na sua opinião, esse é um problema que merece tal importância?</strong></p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">O aquecimento é uma questão importante, merece a nossa atenção. Mas não sou alarmista e não acho correto usar termos como caos ou catástrofe climática. E também não acho possível provar, cientificamente, que os seres humanos são a causa do aquecimento global. Não é razoável supor que os fatores ambientais que sempre guiaram o clima, durante toda a história da Terra, deixaram de existir &#8211; e nós, agora, somos os grandes causadores das mudanças. As elites políticas estão tentando assustar o público para ganhar controle sobre ele. Na minha opinião pessoal, a maior questão ecológica é a pobreza. Sociedades pobres não conseguem limpar a água que sujam, nem replantar as árvores que cortam.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><strong>Mas e os relatórios divulgados recentemente pela ONU? Um deles afirma que, se a temperatura subir 1,5°C, 30% de todas as espécies animais e vegetais correrão perigo de extinção.</strong></p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">Essa afirmação parece absurda. A Terra já foi muito mais quente. Hoje, a temperatura média está em 14,5°C. Por boa parte da história do planeta, chegou a 22°C &#8211; nem existia gelo nos pólos. As espécies que hoje estão vivas sobreviveram a esses períodos quentes. Eu até acho que seria uma boa idéia reuzir o consumo de combustíveis fósseis, mas pela qualidade do ar e por questões geopolíticas, como reduzir o conflito com o Oriente Médio.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><strong>Você defende a energia nuclear. Mas o fato é que ela sofre rejeição maciça da sociedade.</strong></p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">O movimento ambiental, especialmente o Greenpeace, foi criado sob o temor de uma guerra nuclear (entre os EUA e a antiga União Soviética). Nós cometemos um erro, que foi tratar a energia nuclear da mesma forma que as armas nucleares &#8211; como se fossem parte do mesmo holocausto. Não faz sentido banir uma tecnologia só porque ela pode ser usada para o mal. Se fosse assim, os humanos jamais teriam usado o fogo. A energia nuclear não sofre rejeição maciça &#8211; na verdade ela é cada vez mais aceita em todo o mundo.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><strong>Mas e o lixo nuclear, ou a possibilidade de vazamento de radiação?</strong></p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">Atualmente é fácil controlar o lixo nuclear. Ele não vaza, pois não é líquido &#8211; é um material sólido envolvido por camadas de metal e concreto. Não escapa para o ambiente, como a poluição produzida pela queima de combustíveis fósseis. Além disso, creio que o perigo da radioatividade tem sido exagerado, para assustar as pessoas. Todos nós somos expostos e recebemos radiação todos os dias. Mas só altos níveis de radiação são perigosos &#8211; e só Chernobyl lançou esses níveis no ambiente até hoje. Nunca mais, porém, existirá um reator tão mal projetado quanto o de Chernobyl.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><strong>Você é a favor dos alimentos transgênicos?</strong></p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">Nunca se provou que as plantações geneticamente modificadas façam algum mal à saúde &#8211; ou ao ambiente. Pelo contrário, há muitos efeitos positivos, como menos uso de pesticidas, menor exposição do lavrador a produtos químicos, menos erosão do solo. Alguns tipos de transgênicos poderiam acabar com a desnutrição &#8211; como o arroz dourado, que incorpora ferro e vitaminas A e E. E essa tecnologia já existe. Mesmo assim, o Greenpeace continua a bloquear a utilização. É um crime contra a humanidade que deveria ser julgado em tribunal internacional. A oposição aos alimentos transgênicos se baseia em ignorância e medo.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><strong>Você disse que, para o ambiente, &#8220;os automóveis são a tecnologia mais destrutiva já inventada pela humanidade&#8221;. Como vê o carro a álcool? E o carro a hidrogênio?</strong></p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">O carro a hidrogênio não será viável num futuro próximo, pois há muitos obstáculos técnicos. Já o álcool é uma boa alternativa, pode ser o biocombustível do futuro.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><strong>Num de seus textos, você diz que a humanidade deveria consumir mais madeira e que isso faria bem ao planeta. Como assim?</strong></p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">A madeira é a maior fonte de energia renovável que existe. E sua exploração leva ao reflorestamento. O que prejudica as florestas é a agricultura. Quando compramos madeira, estamos estimulando a plantação de mais árvores para satisfazer à demanda. Os países que mais consomem madeira são os que têm as florestas mais saudáveis.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><strong>Certo, mas isso não acaba reduzindo a biodiversidade? Afinal, geralmente vários tipos de árvore são derrubados &#8211; mas apenas uma espécie é replantada no lugar.</strong></p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">A exploração florestal mexe, sim, com a biodiversidade. Mas, tendo um sistema de áreas intocadas e reservas ecológicas, é possível preservar ao máximo a biodiversidade &#8211; e ainda assim ter uma boa produção de madeira.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><strong>Os ativistas ecológicos tendem a fazer previsões pessimistas para o futuro. Qual é a sua?</strong></p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">Acho que há motivos para ser otimista. As pessoas estão vivendo mais, e com mais saúde. As espécies não estão desaparecendo no ritmo que os catastrofistas previam. A população mundial deve se estabilizar¿em 9 bilhões &#8211; e nós vamos conseguir alimentar toda essa gente. A tecnologia está ficando mais limpa, mais verde &#8211; e as pessoas estão mais conscientes do que nunca sobre o ambiente.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/liepkan.wordpress.com/4972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/liepkan.wordpress.com/4972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/liepkan.wordpress.com/4972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/liepkan.wordpress.com/4972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/liepkan.wordpress.com/4972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/liepkan.wordpress.com/4972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/liepkan.wordpress.com/4972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/liepkan.wordpress.com/4972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/liepkan.wordpress.com/4972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/liepkan.wordpress.com/4972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/liepkan.wordpress.com/4972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/liepkan.wordpress.com/4972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/liepkan.wordpress.com/4972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/liepkan.wordpress.com/4972/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4972&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Poesia de boteco</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 05:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Liepkan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Os motivos pelos quais ultimamente considero a poesia como a mais perversa das formas de escrita abrange a ideia de que nem todos os livros são feitos para serem lidos. Ora, na prosa o escritor é gênio ou escória, verdadeiro &#8230; <a href="http://liepkan.wordpress.com/2011/12/27/poesia-de-boteco/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4968&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Os motivos pelos quais ultimamente considero a poesia como a mais perversa das formas de escrita abrange a ideia de que nem todos os livros são feitos para serem lidos. Ora, na prosa o escritor é gênio ou escória, verdadeiro escritor ou verdadeiro roteirista; na poesia, todo poeta é gênio, &#8220;porque só pode fazer poesia quem é, no mínimo, alguém de inteligência&#8221;. Ocorre o oposto: o péssimo escritor reproduz poesias como o péssimo cozinheiro que, em uma tarde, faz arroz o bastante para dezenas de famílias. De qualidade péssima, o poeta se justifica afirmando que, enquanto poeta, sua poesia é para poucos, devendo ser apreciada em vista de sua mensagem ali escondida, preciosa. O cozinheiro então prepara o arroz para 50 famílias. A qualidade é detalhe e o tempero é regalia e desperdício. Mas o poeta nos oferta um livro de 200 páginas [de pura poesia] de antemão sentenciando: &#8220;as palavras que aqui escrevo são palavras vindas do fundo de minha alma&#8221;. Pensa piamente que todos estão dispostos e sujeitos a tamanha dissimulação. Até o cozinheiro tem mais honestidade intelectual que o poeta. Não sem motivo as adolescentes são as grandes amantes das poesias de boteco.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/liepkan.wordpress.com/4968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/liepkan.wordpress.com/4968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/liepkan.wordpress.com/4968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/liepkan.wordpress.com/4968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/liepkan.wordpress.com/4968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/liepkan.wordpress.com/4968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/liepkan.wordpress.com/4968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/liepkan.wordpress.com/4968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/liepkan.wordpress.com/4968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/liepkan.wordpress.com/4968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/liepkan.wordpress.com/4968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/liepkan.wordpress.com/4968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/liepkan.wordpress.com/4968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/liepkan.wordpress.com/4968/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4968&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Leis positivas</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 02:12:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Liepkan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[Estado]]></category>
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		<category><![CDATA[Totalitarismo]]></category>

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		<description><![CDATA[É comum a confusão existente nos conceitos que envolvem Estado Totalitário e Estado Ditatorial, evidenciando que para diversos teóricos não há diferenças significativas: ambos devem ser considerados meras facetas da mesma moeda. Contudo, se a supressão da liberdade é característica &#8230; <a href="http://liepkan.wordpress.com/2011/12/17/leis-positivas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4962&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">É comum a confusão existente nos conceitos que envolvem Estado Totalitário e Estado Ditatorial, evidenciando que para diversos teóricos não há diferenças significativas: ambos devem ser considerados meras facetas da mesma moeda. Contudo, se a supressão da liberdade é característica fundamental, o mesmo não ocorre quando falamos de suas finalidades essenciais e prerrogativas que estariam a justificar, politicamente, a imposição da ordem coercitiva e autoritária antagônica aos interesses das massas.</p>
<p style="text-align:justify;">Cláudio Acquaviva define ditadura como o “exercício temporário do poder político, reconhecido pela lei, caracterizado pela concentração de atribuições prefixadas, e destinado a sanar mal público iminente e real” (2008, p. 315). O conceito é emblemático e abarca amplamente os requisitos, constatados na história, necessários à implementação do Estado Ditatorial, excluindo-se consequentemente a confusão entre totalitarismo tal qual sinônimo de ditadura.</p>
<p style="text-align:justify;">Tendo-se em vista que a ditadura é em regra fenômeno alojado em situações emergenciais, e por tal motivo evidentemente passageiro, é indiscutível que sua danosidade é inferior ao totalitarismo, que tenta em tese reger toda e qualquer esfera privada do indivíduo ao ponto de fazê-lo parte integrante de um conjunto de ideologias prefixadas, conexas entre si e submetidas ao crivo estatal-partidário.</p>
<p style="text-align:justify;">Sua temporariedade está encartada não somente na estrutura regimental, mas também no consciente das massas, que observa na ditadura a concretização de medidas radicais para, então, haver a transferência de poder à ordem anteriormente vigente, democrática ou não.</p>
<p style="text-align:justify;">Em regra (deve-se ter em mente que exceções são sempre existentes), o Estado Ditatorial, conquanto formado pela concentração do poder em determinada esfera governamental, não subsiste se há na população sentimento contrário à sua constituição. É permitido que se diga que a ditadura se inicia pela aclamação popular , mesmo que posteriormente haja rejeição à sua manutenção no Poder, extinguindo-se a não ser que se faça a inquisição do Estado efetivamente totalitarista.</p>
<p style="text-align:justify;">De forma que Estado Ditatorial não se confunde com Ditadura Militar. Enquanto que a ditadura, em termo genérico, abrange a prevalência do Executivo partidário sobre as demais esferas de poder, rompendo a separação dos poderes formulada por Montesquieu, o Estado Ditatorial Militar, ou simplesmente Ditadura Militar, está fundamentado explicitamente na constituição governamental de agentes militares. A discussão é complexa, porquanto o apoio militar na constituição do Executivo no Estado Ditatorial é essencial e, por vezes, inevitável, havendo a confusão entre qual instituição que exerce de fato o comando governamental e/ou sua influência nas medidas diretas de regência social.</p>
<p style="text-align:justify;">O militarismo na ditadura é regra que se utiliza da mesma temporariedade quando não se quer a ampliação da ditadura para o totalitarismo efetivo. Sua extensão pode significar a decadência comedida quando é visível às massas que o dano iminente fora sanado e que, contrariamente, persiste a ditadura em seus moldes iniciais, mas agora fundados na perpetuação do poder que traz sorrateiramente o início da totalitarização do regime instituído.</p>
<p style="text-align:justify;">O reconhecimento legal, contudo, apresenta dificuldade conceitual, pois que sua aclamação depende teoricamente da predisposição constitucional que venha a deliberar a supressão da liberdade em nome da preservação da ordem vigente.</p>
<p style="text-align:justify;">Não raro se faz entender que o reconhecimento legal da ditadura, conforme a definição do mestre Acquaviva, pressupõe casos especificados mediante a confirmação de elementos definidos. É válido afirmar que o Estado Ditatorial rege-se na legalidade, porquanto imbuído, ainda que unilateralmente, de atos afirmativos definidos na norma expedida dentro de pressupostos alheios à vontade social.</p>
<p style="text-align:justify;">Do contrário, o Estado Totalitário nega a legalidade, estando acima da mesma, regido no despotismo jurídico-legal na confrontação entre governo e povo. Tal conceito é defendido amplamente por Hannah Arendt, que observa que o Estado Totalitário é essencialmente despótico, fazendo da governança a extensão do terror e da insegurança, sem os quais é impossível mantê-lo.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:90px;">&#8220;<em>Por governo legal compreendemos um corpo político no qual há necessidade de leis positivas para converter e realizar o imutável ius naturale ou a eterna lei de Deus, em critérios de certo e errado. Somente nesses critérios, no corpo das leis positivas de cada país, o ius naturale ou os Mandamentos de Deus atingem realidade política. No corpo político do governo totalitário, o lugar das leis positivas é tomado pelo terror total, que se destina a converter em realidade a lei do movimento da história ou da natureza. Do mesmo modo como as leis positivas, embora definam transgressões, são independentes destas &#8211; a ausência de crimes numa sociedade não torna as leis supérfluas, mas, pelo contrário, significa o mais perfeito domínio da lei -, também o terror no governo totalitário deixa de ser um meio para suprimir a oposição, embora ainda seja usado para tais fins. O terror torna-se total quando independe de toda oposição; reina supremo quando ninguém mais lhe barra o caminho. Se a legalidade é a essência do governo não-tirânico e a ilegalidade é a essência da tirania, então o terror é a essência do domínio totalitário</em>.&#8221; (ARENDT, 2007, p. 516, 517)</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo a filósofa, deve-se fazer o contraponto entre a lei positiva e a legalidade totalitária:</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:90px;">&#8220;<em>A afirmação monstruosa e, no entanto, aparentemente irrespondível do governo totalitário é que, longe de ser ‘ilegal’, recorre à fonte de autoridade da qual as leis positivas recebem sua legitimidade final; que, longe de ser arbitrário, é mais obediente a essas forças sobre-humanas que qualquer governo jamais o foi; e que, longe de exercer o seu poder no interesse de um só homem, está perfeitamente disposto a sacrificar os interesses vitais e imediatos de todos à execução do que supõe ser a lei da História ou a lei da Natureza. O seu desafio às leis positivas pretende ser uma forma superior de legitimidade que, por inspirar-se nas próprias fontes, pode dispensar ilegalidades menores. A legalidade totalitária pretende haver encontrado um meio de estabelecer a lei da justiça na terra – algo que a legalidade da lei positiva nunca pôde conseguir</em>.&#8221; (ARENDT, 2007, p. 513, 514)</p>
<p style="text-align:justify;">A discrepância entre os fundamentos legais do Estado Ditatorial e do Estado Totalitário fica mais evidente quando é pelo totalitarismo, e somente por ele, que se concebe anular por inteiro as leis e suas consequências jurídicas. O fenômeno se dá justamente pela requisição popular de fazer com que a ditadura, enquanto forma branda da restrição das liberdades individuais, tenha seu fim assim que acabado o risco à ordem vigente.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/liepkan.wordpress.com/4962/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/liepkan.wordpress.com/4962/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/liepkan.wordpress.com/4962/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/liepkan.wordpress.com/4962/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/liepkan.wordpress.com/4962/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/liepkan.wordpress.com/4962/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/liepkan.wordpress.com/4962/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/liepkan.wordpress.com/4962/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/liepkan.wordpress.com/4962/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/liepkan.wordpress.com/4962/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/liepkan.wordpress.com/4962/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/liepkan.wordpress.com/4962/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/liepkan.wordpress.com/4962/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/liepkan.wordpress.com/4962/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4962&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O operário atual</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 13:41:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Liepkan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Coletivismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ortega Y Gasset]]></category>

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		<description><![CDATA[José Ortega y Gasset em A Rebelião das Massas, de 1926. &#8220;Esta multidão de modos europeus que brotam constantemente de sua radical unidade e reverte a ela mantendo-a, é o maior tesouro do Ocidente. Os homens de cabeças toscas não &#8230; <a href="http://liepkan.wordpress.com/2011/12/13/o-operario-atual/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4958&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>José Ortega y Gasset em <em>A Rebelião das Massas</em>, de 1926.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">&#8220;Esta multidão de modos europeus que brotam constantemente de sua radical unidade e reverte a ela mantendo-a, é o maior tesouro do Ocidente. Os homens de cabeças toscas não conseguem congeminar uma idéia tão acrobática como esta em que é preciso saltar, sem descanso, da afirmação da pluralidade ao reconhecimento da unidade e vice-versa. São cabeças pesadas nascidas para existir sob as perpétuas tiranias do Oriente.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Triunfa hoje sobre toda a área continental uma forma de homogeneidade que ameaça consumir completamente aquele tesouro. Onde quer que tenha surgido o homem-massa de que este volume se ocupa, um tipo de homem feito de pressa, montado tão somente numas quantas e pobres abstrações e que, por isso mesmo, é idêntico em qualquer parte da Europa. A ele se deve o triste aspecto de asfixiante monotonia que vai tomando a vida em todo o continente. Esse homem-massa é o homem previamente despojado de sua própria história, sem entranhas de passado e, por isso mesmo, dócil a todas as disciplinas chamadas &#8220;internacionais&#8221;. Mais do que um homem, é apenas uma carcaça de homem constituído por meros idola fori; carece de um &#8220;dentro&#8221;, de uma intimidade sua, inexorável e inalienável, de um eu que não se possa revogar. Daí estar sempre em disponibilidade para fingir ser qualquer coisa. Tem só apetites, crê que só tem direitos e não crê que tem obrigações: é o homem sem nobreza que obriga &#8211; sine nobilitate &#8211; snob.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Este universal snobismo, que tão claramente aparece, por exemplo, no operário atual, cegou as almas para compreender que, embora toda estrutura dada da vida continental tenha de ser transcendida, tudo isso há de se fazer sem perda grave de sua interior pluralidade. Como o snob está vazio de destino próprio, como não sabe que existe sobre o planeta para fazer algo determinado e impermutável, é incapaz de entender que há missões particulares e mensagens especiais. Por essa razão é hostil ao liberalismo, com uma hostilidade que se assemelha à do surdo em relação à palavra. A liberdade significou sempre na Europa franquia para ser o que autenticamente somos. Compreende-se que aspire a prescindir dela quem sabe que não tem autêntico mister.&#8221;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/liepkan.wordpress.com/4958/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/liepkan.wordpress.com/4958/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/liepkan.wordpress.com/4958/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/liepkan.wordpress.com/4958/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/liepkan.wordpress.com/4958/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/liepkan.wordpress.com/4958/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/liepkan.wordpress.com/4958/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/liepkan.wordpress.com/4958/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/liepkan.wordpress.com/4958/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/liepkan.wordpress.com/4958/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/liepkan.wordpress.com/4958/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/liepkan.wordpress.com/4958/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/liepkan.wordpress.com/4958/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/liepkan.wordpress.com/4958/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4958&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Democracia e Totalitarismo</title>
		<link>http://liepkan.wordpress.com/2011/12/10/democracia-e-totalitarismo/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 21:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Liepkan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Estado]]></category>
		<category><![CDATA[Poder]]></category>
		<category><![CDATA[Povo]]></category>
		<category><![CDATA[Totalitarismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Trechos da monografia &#8220;Estado e Totalitarismo&#8221;, ressalvadas pequenas alterações. A democracia enquanto forma segura de seleção política percorre a facilidade com que pode ser manipulada, porquanto os movimentos totalitários, já presentes mediante o discurso ideológico, têm por premissa a chegada &#8230; <a href="http://liepkan.wordpress.com/2011/12/10/democracia-e-totalitarismo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4953&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>Trechos da monografia &#8220;Estado e Totalitarismo&#8221;, ressalvadas pequenas alterações.</em></p>
<p style="text-align:justify;">A democracia enquanto forma segura de seleção política percorre a facilidade com que pode ser manipulada, porquanto os movimentos totalitários, já presentes mediante o discurso ideológico, têm por premissa a chegada ao Poder para, posteriormente, alterá-lo à finalidade pretendida. Se a democracia permite a rivalidade política como forma sadia de externar os anseios populares (isto é, os anseios da população enquanto inserta no limites de determinado território soberano), permite-se, igualmente, o levante ao Poder de movimentos contrários à própria democracia, não havendo qualquer equívoco dizer que a democracia favorece, quando já fragilizada, a constituição do totalitarismo.</p>
<p style="text-align:justify;">O apelo populista e o culto dos personagens são fenômenos não somente das antigas monarquias, mas também das democracias que percorrem e favorecem o estatismo. Portanto, se na democracia temos a consideração inevitável do povo que escolhe seus representantes, é irrefutável que o povo pode ser cativado aos fins de eleger primeiramente aquele que se tornará o arquiteto da supressão total das liberdades individuais.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:90px;"><em>É assombroso que o povo alemão, apesar de escravizado pelo ditador, retribuía com adulação crescente e frenética. Por quê? Simplesmente porque, graças a Hitler, os seis milhões de homens famintos e desempregados voltaram a ter um emprego e a segurança de que o conservariam. Isto possuía uma importância extraordinária.</em> (LUCKE, 1979, p. 22)</p>
<p style="text-align:justify;">Os fenômenos ocorridos na Alemanha nazista, na Rússia comunista, na Itália fascista e outros regimes mais ou menos totalitários têm em si tal característica: a de alimentar a ideologia mediante o culto ao personagem totalitário. A Constituição de Weimar (1919-1933) é ainda hoje considerada símbolo dos direitos sociais de 2ª geração – a saber, direitos trabalhistas, educacionais, culturais, previdenciários – e referência moderna das garantias das liberdades individuais; contudo, foi ela própria, mediante o regime legalmente instituído, que permitiu a ascensão do nazismo sob a figura de Adolf Hitler.</p>
<p style="text-align:justify;">Não diferentemente, se as meras ditaduras são previsões constitucionais chamadas por diversos historiadores como Estado de Exceção Constitucional, as quais serão melhor definidas, é a partir delas que se institui o totalitarismo quando se abandona o ideário da ditadura como forma de reprimir mal iminente e tornada posteriormente o despotismo intrínseco ao personagem totalitário.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8211;</p>
<p style="text-align:justify;">É de se ter em mente que as definições das democracias conservadora, liberal, social-democrata e seguintes favorecem antes a disseminação de exceções irrelevantes, com as quais surgem argumentos do estilo &#8220;a democracia tal, se aplicada devidamente, não permite a consecução do totalitarismo&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Disso partem os pressupostos de afastamento do povo para com o sujeito iconizado, que em tese promete fenômenos que não lhe comportam e que exprimem antes a dissimulação política. Colégios Eleitorais têm, em suma, esse objetivo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/liepkan.wordpress.com/4953/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/liepkan.wordpress.com/4953/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/liepkan.wordpress.com/4953/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/liepkan.wordpress.com/4953/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/liepkan.wordpress.com/4953/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/liepkan.wordpress.com/4953/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/liepkan.wordpress.com/4953/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/liepkan.wordpress.com/4953/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/liepkan.wordpress.com/4953/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/liepkan.wordpress.com/4953/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/liepkan.wordpress.com/4953/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/liepkan.wordpress.com/4953/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/liepkan.wordpress.com/4953/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/liepkan.wordpress.com/4953/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4953&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Das amizades</title>
		<link>http://liepkan.wordpress.com/2011/11/28/das-amizades/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 03:57:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Liepkan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amizade]]></category>

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		<description><![CDATA[Desconheço os limites de qualquer pessoa em instigar outros a valorizá-la. Se o desprezo é inevitável em determinadas situações, para determinadas pessoas o desprezo é algo inexorável, comum à própria existência, como falar e comer diariamente. Significa dizer que não &#8230; <a href="http://liepkan.wordpress.com/2011/11/28/das-amizades/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4946&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Desconheço os limites de qualquer pessoa em instigar outros a valorizá-la. Se o desprezo é inevitável em determinadas situações, para determinadas pessoas o desprezo é algo inexorável, comum à própria existência, como falar e comer diariamente. Significa dizer que não há espaço [ao menos na juventude] para o que chamo de &#8220;caridade sentimental&#8221;, quando a observação do próximo o leva sempre a evitá-lo. Obviamente que estou incluído nessa perspectiva. Incontestáveis são as razões pelas quais é mais confortável o relacionamento com certos indivíduos que ofertam, digamos, um ar de companheirismo mais efusivo. Essa é a noção principal e fundamental a que se expõem os limites da amizade: a tolerância dos amigos é um dom de muitos, mas não o meu.</p>
<p style="text-align:justify;">Dessa forma, a amizade que faz grupelhos se reunirem constantemente, como se não houvesse o amanhã, como se a confiança exalasse automaticamente certa maturidade, em verdade deve ser vista tal qual um resquício dos sentimentos adolescentes, estes sim dados ao companheirismo ao ponto de negarem a própria educação. Se perguntarem minha opinião sobre os tais que veem as amizades acima tudo e de todo o resto, não exito em responder que o conforto da adolescência às vezes perdura até a velhice.</p>
<p style="text-align:justify;">Não significa dizer que não acredito em verdadeiras amizades. Existem, mas são tão raras que sequer valem qualquer comentário relevante, devendo elas serem guardadas, memorizadas, sem menções. Por vezes nunca ocorrem, e por vezes ocorrem sem que percebamos até o momento em que se revela uma circunstância específica, na qual o grupo &#8211; aqueles que gostam das boas conversas &#8211; não estaria apto a se manifestar pela incapacidade natural em atentar para algo além do próprio companheirismo.</p>
<p style="text-align:justify;">Já me avisaram que essa indiferença para com aquilo que se chama de &#8220;amizade&#8221; é na verdade uma tentativa pessoal de não me decepcionar. Mas vou além: é uma tentativa de não criar vínculos que necessitem de sacrifícios desproporcionais à realidade. É fato que boas conversas aparentam boas amizades, mas mais verdadeiro é entender que não vale o esforço na criação de vínculos que sabemos serem supérfluos, momentâneos e, a longo prazo, irrelevantes.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/liepkan.wordpress.com/4946/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/liepkan.wordpress.com/4946/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/liepkan.wordpress.com/4946/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/liepkan.wordpress.com/4946/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/liepkan.wordpress.com/4946/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/liepkan.wordpress.com/4946/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/liepkan.wordpress.com/4946/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/liepkan.wordpress.com/4946/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/liepkan.wordpress.com/4946/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/liepkan.wordpress.com/4946/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/liepkan.wordpress.com/4946/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/liepkan.wordpress.com/4946/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/liepkan.wordpress.com/4946/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/liepkan.wordpress.com/4946/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4946&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Filipe Liepkan</media:title>
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		<title>Goebbels explica as mazelas do capitalismo</title>
		<link>http://liepkan.wordpress.com/2011/11/02/goebbels-explica-as-mazelas-do-capitalismo/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2011 16:57:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Liepkan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Goebbles]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Extraído do grupo Filosofia. Democrática província do dinheiro 15 de julho de 1929. Joseph Goebbels, O ataque – Extratos da época de luta, 1935, p. 188-190 &#8220;Capitalismo não é uma coisa, mas sim uma relação para com ela. Não são &#8230; <a href="http://liepkan.wordpress.com/2011/11/02/goebbels-explica-as-mazelas-do-capitalismo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4942&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Extraído do grupo <a href="https://www.facebook.com/groups/168394609907331/">Filosofia</a>.</p>
<p><strong>Democrática província do dinheiro</strong></p>
<p>15 de julho de 1929.</p>
<p>Joseph Goebbels, <em>O ataque – Extratos da época de luta</em>, 1935, p. 188-190</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Capitalismo não é uma coisa, mas sim uma relação para com ela. Não são as minas, fábricas, imóveis e terrenos, instalações ferroviárias, dinheiro e ações, as causas de nossa necessidade social, mas sim o abuso destes bens do povo. O capitalismo não é nada mais que a usurpação do capital do povo e, de fato, esta definição não encontra sua definição na limitação da pura economia. Ela tem sua validade ampla em todas as áreas da vida pública. Ela representa um princípio. Capitalismo é, sobretudo, o uso abusivo dos bens comuns, e a pessoa, que comete este abuso, é um capitalista.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Uma mina existe para fornecer carvão ao povo, para que ele tenha luz e calor. Fábricas, casas, propriedades e terrenos, dinheiro e ações, existem para estar a serviço do povo, e não para tornar escravo um povo. A posse destes bens não proporciona somente direitos, mas deveres. Propriedade significa responsabilidade, e não apenas com seu próprio bolso, mas perante o povo e seu bem-estar. No início, as minas estavam lá para servir à produção, e a produção existe para servir ao povo. Não foi o dinheiro que descobriu as pessoas, mas sim as pessoas que inventaram o dinheiro, e para que ele lhes sirva, e não para que as subjugue.</p>
<p style="text-align:justify;">Se eu abuso dos bens econômicos para torturar e fazer sofrer o meu povo, então eu não sou digno da posse destes bens. Então eu inverto o sentido da vida no seu oposto, eu sou um capitalista da economia. Se eu promovo abuso de bens culturais, por exemplo, eu aproveito da religião para motivos econômicos ou políticos, então eu sou um mau administrador do bem a mim confiado, um capitalista cultural. O capitalismo se transforma num instante nas mais intragáveis formas, onde os motivos pessoais, para quais ele serve, se sobrepõem ao interesse de todo o povo. Parte-se então das coisas e não das pessoas. O dinheiro torna-se então o eixo, em torno do qual tudo gira.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>No Socialismo é o contrário. A cosmovisão socialista começa no povo e então avança sobre as coisas. As coisas se submetem ao povo; o socialista coloca o povo sobre tudo, e as coisas são só meios para se atingir os fins.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Apliquemos esta premissa na vida econômica, então resulta a seguinte situação:</p>
<p style="text-align:justify;">Em um sistema capitalista, o povo serve à produção, e esta é dependente por sua vez do poder do dinheiro. O fantasma do dinheiro triunfa sobre a presença viva do povo. Em um sistema socialista, o dinheiro serve à produção, e a produção serve ao povo. O fantasma dinheiro se submete à comunidade orgânica de sangue – povo. O Estado pode ter nestas coisas somente um papel regulador. Ele revela os eternos conflitos entre capital e trabalho, seu caráter destrutivo. Ele é o juiz entre ambos, mas que age implacavelmente quando o povo está ameaçado. Existe para ele somente uma clara decisão, seja como for. Se ele se coloca numa disputa econômica ao lado hostil ao povo – pode ser tão nacional como quiser – então ele é capitalista. Ao contrário, caso ele sirva à justiça, e que é análogo à necessidade estatal, então ele é socialista.</p>
<p style="text-align:justify;">Tão claras e transparentes possam parecer estes fundamentos da teoria, tão difíceis e complicados eles são na prática política. Eles dependem de milhares de questões individuais de caráter técnico ou comercial, de condições macro-econômicas globais e embaraços políticos mundiais. Mas esses problemas são insolúveis para um povo que interiormente não tenha caráter e seja exteriormente um escravo. Este é o caso hoje da Alemanha. Para nós não é colocado o debate, se Socialismo ou Capitalismo. Nós precisamos trabalhar para nossos opressores e não temos tempo para pensar em Socialismo, para não mencionar que mesmo que tivéssemos também a modesta possibilidade, seria difícil colocá-lo em prática.</p>
<p style="text-align:justify;">Este foi o erro crucial do proletariado alemão naquele infeliz 18 de novembro de 1918: pode se perder uma guerra, deixar acontecer uma revolução, e apesar disso pode-se derrubar um Estado capitalista e erigir em seu lugar um Estado socialista. Isso só foi possível com as armas. Ninguém conseguiu na história mundial estabelecer uma nova cosmovisão – e o Socialismo é uma – através de uma capitulação, mas somente com resistência e ataque. 1918 apresentou aos socialistas alemães somente uma missão: manter as armas e defender o Socialismo alemão. Isso não foi feito. Conversa-se e realizam-se revoluções, mas o trabalhador alemão não nota que com isso ele apenas segura o cabide para seu pior inimigo, o capital internacional.</p>
<p style="text-align:justify;">O resultado desta tolice é a anarquia de hoje. No papel uma Democracia social; na prática uma plantação do capital internacional. Ao contrário, nós nos posicionamos para a defesa. Como somos socialistas, queremos que o dinheiro sirva ao povo, por isso nos rebelamos contra esta situação, preparem a vontade para romper com um sistema insuportável, que dos escombros da democrática província do dinheiro, levante o Estado nacional alemão.&#8221;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/liepkan.wordpress.com/4942/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/liepkan.wordpress.com/4942/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/liepkan.wordpress.com/4942/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/liepkan.wordpress.com/4942/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/liepkan.wordpress.com/4942/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/liepkan.wordpress.com/4942/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/liepkan.wordpress.com/4942/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/liepkan.wordpress.com/4942/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/liepkan.wordpress.com/4942/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/liepkan.wordpress.com/4942/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/liepkan.wordpress.com/4942/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/liepkan.wordpress.com/4942/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/liepkan.wordpress.com/4942/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/liepkan.wordpress.com/4942/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4942&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vagabundo carioca faz revolução em New York</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 19:11:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Liepkan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Dos vagabundos de Wall Street tentei relacionar uma foto emblemática à natureza dissimulada das manifestações presentes, ao menos achando inicialmente que de fato fossem elas irrelevantes, como os hippies da atualidade que pregam o fim do Cristianismo. Mas a &#8230; <a href="http://liepkan.wordpress.com/2011/10/11/vagabundo-carioca-faz-revolucao-em-new-york/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4934&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Em <a href="http://liepkan.wordpress.com/2011/09/26/dos-vagabundos-de-wall-street/">Dos vagabundos de Wall Street</a> tentei relacionar uma foto emblemática à natureza dissimulada das manifestações presentes, ao menos achando inicialmente que de fato fossem elas irrelevantes, como os <em>hippies</em> da atualidade que pregam o fim do Cristianismo. Mas a força dos acontecimentos me impeliram a considerar a natureza latinizada da pretensa revolução, afinal o discurso é o mesmo. Como que se revelando o inevitável, eis que tomo conhecimento de<a href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/10/10/medico-carioca-e-um-dos-organizadores-de-protestos-anticrise-em-ny.jhtm"> um vagabundo carioca, médico, que aos 28 anos foi para New York fazer mestrado em &#8220;Saúde Pública Global&#8221;</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Acompanhado de outros milhares de vagabundos, pregam o fim da opressão de Wall Street, a &#8220;socialização&#8221; da saúde americana e o fim das corporações e conglomerados tecnológicos. São, em suma, latinos de coração e alma. Mas a culpa é também dos americanos. Se universidades de renome promovem palestras sob <a href="http://liepkan.wordpress.com/2011/02/03/a-loucura-ameninada-de-slavoj-zizek/">as encenações ameninadas de Slavoj Zizek</a>, nada mais natural que haja, em seu solo, a formação de toda sorte de projetos e produtos que almejam a disseminação da cultura do subdesenvolvimento, caracteristicamente esquerdista.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;É a esquerdização dos EUA&#8221;, dizem alguns. Eu, porém, tendo a analisar quais são os danos morais, irreversíveis, da passagem pela presidência de um sujeito como Obama, o qual já declarou apoio às manifestações mencionadas.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora, se o leitor quer assunto de verdade, longe do amestramento meramente ativista, leia então estes texto <a href="http://charlesgomes.wordpress.com/2011/10/10/cair/">aqui</a>, <a href="http://charlesgomes.wordpress.com/2011/10/11/duas-interpretacoes/">aqui </a>e <a href="http://charlesgomes.wordpress.com/2011/10/11/ex-nihilo/">aqui</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/liepkan.wordpress.com/4934/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/liepkan.wordpress.com/4934/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/liepkan.wordpress.com/4934/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/liepkan.wordpress.com/4934/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/liepkan.wordpress.com/4934/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/liepkan.wordpress.com/4934/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/liepkan.wordpress.com/4934/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/liepkan.wordpress.com/4934/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/liepkan.wordpress.com/4934/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/liepkan.wordpress.com/4934/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/liepkan.wordpress.com/4934/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/liepkan.wordpress.com/4934/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/liepkan.wordpress.com/4934/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/liepkan.wordpress.com/4934/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4934&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Apple 1984</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 16:09:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Liepkan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>

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		<description><![CDATA[<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4926&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://liepkan.wordpress.com/2011/10/06/apple-1984/"><img src="http://img.youtube.com/vi/gXmVPe_1ayA/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/liepkan.wordpress.com/4926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/liepkan.wordpress.com/4926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/liepkan.wordpress.com/4926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/liepkan.wordpress.com/4926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/liepkan.wordpress.com/4926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/liepkan.wordpress.com/4926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/liepkan.wordpress.com/4926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/liepkan.wordpress.com/4926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/liepkan.wordpress.com/4926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/liepkan.wordpress.com/4926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/liepkan.wordpress.com/4926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/liepkan.wordpress.com/4926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/liepkan.wordpress.com/4926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/liepkan.wordpress.com/4926/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liepkan.wordpress.com&amp;blog=7477778&amp;post=4926&amp;subd=liepkan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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