A suposta catástrofe eminente*

Se o medo é o precursor das calamidades psicológicas, o alarmismo é a influência da probabilidade subjugada às suposições. Vislumbra-se o namoro entre os sentimentos e as especulações quando a contrariedade se faz fator basilar da subsistência, aos gritos do público que almeja interesses diversos. Religiosamente temos a espera da catástrofe iminente e irrevogável, predita em seus fundamentos os quais se encontram nas literaturas sacras. E, pelos olhares da política, tem-se o ambientalismo igualmente catastrófico.

Uma grande calamidade cientificamente comprovada se deu em 1º de março de 1975, pelas mãos da Academia Nacional de Ciência dos EUA, com a divulgação de uma possibilidade fantástica do esfriamento global – a Nova Era Glacial. De comum acordo Newsweek pretendeu-se perceptiva aos olhos da humanidade, relacionando tamanha revelação a um resfriamento notável a todo ser humano. Preocupados argumentos vieram dois anos antes, pela Science Digest: “quando o congelamento começar, será muito tarde”. Tardou, e Stephen Schneider, o mesmo cientista que publicou o documento, hoje é autoridade acerca das calamidades vindouras do aquecimento global.

“O aquecimento é irreversível”, dizem os perceptíveis que com a pele presumem a aniquilação da espécie humana, sentindo divinamente o clima diário deveras apocalíptico, menos frio, quente, assador.

A visualização das suposições catastróficas resplandece outras perspectivas, e com desconfiança observa-se o termômetro da aniquilação humana; o ativismo pertinente à salvação da humanidade então é de clara necessidade.

Alarmados, temos em mãos a comprovabilidade dos futuros desastres. Não se espera ainda ansiosamente a Era Glacial, mas com entusiasmo brada a religião e ciência – agora íntimos colegas – os termos da perdição humana: “quando o aquecimento começar, será muito tarde”.

Intrigante.

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*Eminente: adj.2g. 1 Elevado; alto. 2 Superior; que excede os outros; sublime.

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